Dias vazios,
Horas que se arrastam,
Esperanças que se desfazem,
Agonias que mortificam,
Desejos a se debaterem,
Perdão que não se pede,
Coração sem amor!

Vivo dias de inocência,
Abandonada de tudo e de todos;
Vejo o mundo em redor mau e cruel,
Não consegui pedir perdão,
Tenho saudades de ti,
Não te esqueço um só momento!

A tarde morna já expira,
O ar parado é um veneno que narcotiza;
Um cheiro qualquer me entorpece o corpo,
Um abrasante ansiar de abraços e beijos
Me incendeia a pele a "erotizar" os instintos
Como um castigo por não te pedir perdão!

Disseram-me certa vez
Que quem constrói no amor constrói na eternidade
Tornando-se suave manancial de doçura e paz
Quando se sabe a hora certa de pedir perdão!
Ora, como crer?, se no amor que construí
Tudo é paradoxal, é forte, é humano,
É uma atração perpétua,
Uma corrida doida para o "Nada"?

Que fazer?..., sim, que fazer?:
-Suportar dias vazios,
Horas que se arrastam,
Esperanças que se desfazem,
Agonias que mortificam,
Desejos a se debaterem,
Coração sem amor, tudo
Pelo orgulho de não pedir perdão!

Suportar para viver?,
Não!, não!,
Suportar para morrer, e
Tardiamente balbuciando:
-Amore Scusame!!!

 


Leyla Gomes.
PET.11.02.1960+0/17HS.40MS.
Essa página fez parte do Inspiração no. 02
do Grupo Poesias e Atualidades.

 


 

http://www.leylagomes.adv.br/onadapornaosaberpedirperdao0106.htm
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